Equipe de Documentação
- Maria Eduarda de Souza Leão
- 5 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
O Grupo de Trabalho da Documentação ficou responsável por fazer um levantamento dos objetos da coleção do antigo Museu do Folclore da EMBAP, doada para o Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da UFPR, e compará-los ao inventário atual deste museu. Dessa forma, teríamos uma noção de quais itens estariam presentes no acervo, além de ter uma visão ampliada acerca dos itens adquiridos da EMBAP.
Assim, no início de Junho de 2024, com a supervisão da Bruna Portela, diretora do MAE, começamos a fazer a investigação dentro da coleção de Cultura Popular, na Reserva Técnia do MAE, em Curitiba e em paralelo, buscar outras informações sobre a história do Museu do Folclore, da aquisição dos objetos da EMBAP, entre outros conteúdos que também mencionaram o folclore paranaense. Nosso objetivo era digitalizar essas informações, garantindo a acessibilidade e segurança desses dados para futuras pesquisas.
Antes de iniciar a digitalização, foram dadas orientações técnicas sobre como lidar com a documentação em planilhas, fichas originais e objetos da coleção, como identificar as peças e como fazermos a pesquisa comparativa. Entendendo a importância das fichas catalográficas que continham informações detalhadas sobre cada item, como data de aquisição, procedência, descrição física e histórica, entre outros dados cruciais, o grupo colocou em prática todos os conhecimentos adquiridos dentro do curso de Museologia através das disciplinas e experiências trocadas. Diante do curto prazo de pesquisa, aproveitamos a estadia e o auxílio das museólogas e da diretora do MAE para tirar dúvidas que surgiram ao longo da pesquisa.
Parte do grupo se concentrou na digitalização, enquanto outra parte trabalhava na planilha digital e também na busca de mais documentos que pudessem auxiliar o Grupo de Trabalho de Pesquisa. A colaboração da equipe foi essencial para o progresso do projeto. Houve momentos de descobertas fascinantes, como ver pessoalmente certos itens presentes ali no acervo, assim como houve dificuldades na hora da conferência de dados, pois nem todos os itens do inventário estavam atualizados ou com informações completas na relação que tínhamos acesso.
Ao final do projeto, havíamos digitalizado mais de 250 de fichas de documentação originais, das quais 125 conferiam com a base de dados que tínhamos inicialmente. Essa conquista não apenas nos deu acesso a informações importantes para o projeto, mas também facilitou a pesquisa e o acesso ao acervo do museu para futuras pesquisas envolvendo o folclore paranaense.
A experiência de campo foi enriquecedora para todos nós, proporcionando um profundo entendimento sobre a importância da preservação do folclore e de fazer registros cuidadosos com o maior número possível de informações e fontes. Vale destacar a descoberta de diversos documentos da Comissão Nacional de Folclore, onde muitos evidenciam a importância de deixar um legado para “os jovens folcloristas do Brasil” – lema por nós também adotado.
Maria Eduarda de Souza Leão

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